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A Voz do Brasil de 01/10/2012

A VOZ DO BRASIL - 01.10.2012

Apresentadora Kátia Sartório: Lançada a campanha para diagnóstico precoce do câncer de mama.

Apresentador Adauto Gouveia: Programa vai permitir que contribuintes
possam corrigir erros nas declarações feitas à Receita Federal.

Kátia: Mais de 2,5 milhões de idosos no Brasil recebem recursos de programas de transferência de renda do governo federal.

Adauto: Segunda-feira, 1º de outubro de 2012.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Adauto: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Adauto: Boa noite. Aqui, no estúdio da Voz do Brasil, na EBC Serviços, eu, Adauto Gouveia, e Kátia Sartório.

Kátia: O câncer de mama mata cerca de 33 mulheres por dia, aqui no Brasil, e uma das formas de combater a doença é a prevenção.

Adauto: Em seis meses, mais de 1 milhão de mulheres, de 50 a 69 anos, fizeram exames preventivos, como a mamografia, no Sistema Único de Saúde.

Kátia: E, para aumentar esse número, foi lançada hoje, pelo Ministério da Saúde, uma campanha para incentivar o diagnóstico precoce. Uma das ações vai ser o Programa de Mamografia Móvel.

Repórter Maiana Diniz (Brasília-DF): No primeiro semestre deste ano, foi registrado um aumento de 41% no número de mamografias feitas pelo Sistema Único de Saúde, SUS, entre as mulheres de 50 a 69 anos, em relação ao mesmo período de 2010. No total, foram mais de 2 milhões de exames. A presidenta da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Femama, Maira Caleffi, destaca a importância da prevenção.

Presidenta da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Femama - Maira Caleffi: Nós temos uma mortalidade altíssima de 12 mil mulheres/ano para uma doença que tem cura. Então, nós queremos que as nossas batalhadoras vivam para exercer com dignidade a sua cidadania e contribuir para um país melhor.

Repórter Maiana Diniz (Brasília-DF): Para aumentar o diagnóstico inicial da doença, a meta do Ministério da Saúde para 2014 é que sejam realizadas 8 milhões de mamografias por ano pelo SUS. E, para melhorar e ampliar a assistência no país, principalmente para as mulheres mais carentes, foi assinada uma portaria que cria o Programa de Mamografia Móvel, que vai levar o exame até municípios que não contam com essa infraestrutura fixa. Além do esforço do governo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforça a importância da conscientização das próprias mulheres sobre a prevenção da doença.

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: Todos os avanços na saúde precisam sempre colocar os usuários do Sistema Único de Saúde como protagonistas das mudanças. Um segundo objetivo é que a gente toque, fale sobre o tema, e, com isso, se reduza cada vez mais o preconceito que existe em torno do câncer, para que as mulheres tenham o exame realizado no tempo adequado, no mais curto espaço possível e que a data do exame seja marcada a partir da Unidade Básica de Saúde, sem ter que entrar numa fila, sem ter que esperar para esse agendamento.

Repórter Maiana Diniz (Brasília-DF): E, durante o lançamento de campanha para ajudar no diagnóstico inicial do câncer de mama, a artista Zezé Motta passou o recado pela música.

Artista - Zezé Motta: “Assento no coração do povo, a esperança de um Mundo Novo, e a luta para se viver em paz, sem câncer de mama”.

Repórter Maiana Diniz (Brasília-DF): De Brasília, Maiana Diniz.

Adauto: Um estudo internacional, feito em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz, ligado ao Ministério da Saúde, pode ser um do novo caminho para a produção de uma vacina contra o vírus da Aids, o HIV.

Kátia: A descoberta da pesquisa já foi testada em macacos e teve bons resultados. Agora, o caminho é investigar se as reações dos animais também vão ser positivas em seres humanos. Taissa Dias explica.

Repórter Taissa Dias (Brasília-DF): Os experimentos feitos por laboratórios norte-americanos em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz provaram que algumas células do organismo, chamadas de TCD8, têm a capacidade de atacar e destruir as células infectadas pelo vírus HIV, impedindo a manifestação da doença. Os resultados foram publicados neste domingo pela revista Nature, especializada em ciência e medicina. Até agora, as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina contra a Aids eram feitas apenas com uma abordagem, a dos anticorpos. Para a pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, Myrna Benaldo, a nova descoberta vai somar esforços a essa linha.

Pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz - Myrna Benaldo: As duas abordagens são essenciais para o desenvolvimento de uma vacina para o HIV. Por quê? O anticorpo, ele reconhece o vírus antes da infecção celular. Então, ele inibe que o vírus infecte uma célula, enquanto que a resposta mediada por células TCD8 citotóxicas, elas já agem na célula que está infectada. Ele destrói essa célula e impede que haja a liberação das partículas virais do HIV que iriam infectar outras células.

Repórter Taissa Dias (Brasília-DF): A ação das células TCD8 na eliminação do HIV já foi testada com sucesso em macacos, e foi principalmente nesse ponto que o estudo contou com a participação dos pesquisadores brasileiros da Fiocruz. A equipe utilizou um método criado e patenteado pelo instituto para estimular a produção das células protetoras. O estudante de farmácia, Marlon Santana, foi um dos pesquisadores que participaram do processo e conta como foi o resultado.

Estudante de Farmácia - Marlon Santana: É emocionante, por exemplo, você ver um macaco controlando um vírus tão violento como é o vírus que a gente colocou nele, entende? Então, isso é emocionante, com certeza.

Repórter Taissa Dias (Brasília-DF): Agora, o próximo passo é identificar se o que ocorreu com os macacos é o mesmo processo que acontece com os humanos. Isso porque uma em cada 300 pessoas infectadas pelo HIV não desenvolvem a Aids, e os pesquisadores acreditam que isso pode acontecer graças à ação das células TCD8. De Brasília, Taissa Dias.

Adauto: E o assunto ainda é saúde, Kátia. Vamos tratar de leite materno, o principal alimento para todos os bebês, especialmente os prematuros e de baixo peso.

Kátia: É verdade, Adauto. E, hoje, quando se comemora o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, a Voz do Brasil presta uma homenagem às equipes de saúde, que, todos os dias, seja debaixo de sol ou de chuva, pegam o leite materno nas residências e levam para os hospitais. Mara Kenupp.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Todos os dias, a rotina do cabo Souza Gomes, do Corpo de Bombeiros, e da técnica de enfermagem Elza Maria Andrade é passar de casa em casa, recolhendo leite materno de doadoras para o banco de leite do Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília. Hoje, a primeira parada foi na casa da administradora de empresas Mariana Tavares. Ela resolveu doar leite materno depois de ver a situação de crianças prematuras no hospital em que estava internada, quando foi dar à luz à filha Laura, hoje com quatro meses. O excesso de leite Mariana Tavares separa e doa.

Administradora de empresas - Mariana Tavares: Lá no hospital onde eu estava internada, eu ia no banco de leite para tirar leite para mandar para ela, porque ela não podia entrar no hospital. E aí tinha umas fotos lá, tinha um monte de foto, de criancinha muito pequenininha, que era do lado da UTI Neonatal, e aquilo... Eu olhava para aquelas crianças e aquilo cortava o coração.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Por dia, a equipe passa em pelo menos 20 residências. A dentista Maísa Borges também é uma das doadoras. Ela é mãe de Isadora, de dois meses. A menina, logo que nasceu, teve problemas de saúde e ficou internada na UTI. A mãe teve dificuldades de amamentar. Isadora foi alimentada pelo banco de leite do hospital. Hoje, Maísa Borges agradece fazendo doação.

Dentista - Maísa Borges: Realmente foi muito importante para mim. Tudo que aconteceu, eu aprendi muito com a amamentação que a minha filha teve, com tudo que ela passou, pelo apoio que eu tive. E, hoje, para mim, isso é um presente que Deus me deu, e eu posso retribuir de alguma forma para alguma outra criança que precisa.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Das residências, o leite humano vai para o estoque do banco de leite do hospital. A coordenadora dos bancos de leite do Distrito Federal, Miriam dos Santos, explica como é esse processo de controle de qualidade do leite humano.

Coordenadora dos bancos de leite do Distrito Federal - Miriam dos Santos: Depois que eles passam por todo esse processo, eles estão colhendo uma amostra de microbiológico, e esses leites vão para um freezer aguardar o resultado. Após 48 horas, se esse resultado do microbiológico for negativo, significa que esse leite está bom para consumo.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2007 e 2011, foram distribuídos mais de 615 mil litros de leite humano pasteurizado de 744 mil doadoras. Nesses cinco anos, foram atendidos quase 800 mil recém-nascidos, em todo o país. Outras informações em www.ms.gov.br. De Brasília, Mara Kenupp.
Kátia: Sete e dez.

Adauto: Muita gente, quando vai fazer a Declaração do Imposto de Renda, por exemplo, ou prestar outras informações à Receita comete erros e depois enfrenta muitos problemas com a fiscalização.

Kátia: Por isso, a Receita Federal lançou hoje o Programa Alerta, que vai avisar aos contribuintes sobre falhas que podem ser corrigidas antes que comece uma auditoria.

Adauto: As notificações vão ser enviadas por correspondência. Os contribuintes também vão receber orientação de como regularizar a situação fiscal.

Kátia: A autorregularização é voluntária e não impede que os contribuintes, que não foram notificados, mas perceberam erros nas declarações, também façam as correções necessárias.

Adauto: A medida começa a valer no dia 1º de dezembro.

Kátia: Mas atenção: neste primeiro momento, vale para quem vende para o governo federal, através do Siaf, que é o Sistema Integrado de Administração Financeira, para o setor de bebidas, que utiliza o Sicobe, que é o Sistema de Controle de Produção de Bebidas, e para entidades que se declararam isentas.

Adauto: Hoje também é o Dia Internacional do Idoso, Kátia. Ao longo dos últimos anos, o Brasil conquistou uma série de avanços para esse grupo, como o Estatuto do Idoso, que define direitos para quem tem 60 ou mais.

Kátia: Atendimento preferencial, prioridade no recebimento do Imposto de Renda, andar de graça em transportes públicos ou ter vagas específicas em estacionamentos são alguns exemplos dessas conquistas.

Adauto: Mas ainda existem alguns desafios para que essa população se sinta cada vez mais incluída e respeitada.

Repórter Cleide Lopes (Brasília - DF): A população brasileira está envelhecendo. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios do IBGE do ano passado. Dos 195 milhões de brasileiros, cerca de 12% tem 60 anos de idade ou mais. Em 2009, esse percentual era de 11,3%. As regiões Sudeste e Sul do país apresentavam, em 2011, os maiores percentuais de pessoas do grupo de 60 anos ou mais de idade. Maria José Marçal, moradora de Brasília, se considera uma guerreira. Teve 18 filhos, venceu um câncer e, hoje, aos 79 anos, diz que tem muita alegria de viver, pois ainda se sente útil. Ela trabalha como voluntária numa associação de idosos em Brasília.

Maria José Marçal: Só de eu estar junto com os amigos, quando eu chego lá, chego nos lugares e sou tratada bem, para mim, é uma felicidade da vida.

Repórter Cleide Lopes (Brasília - DF): Para comemorar o Dia do Idoso, várias atividades foram realizadas em todo o país. Em Brasília, por exemplo, num evento, a Defensoria Pública da União aproveitou a oportunidade para orientar essa população sobre a concessão e revisão de benefícios. Até agosto deste ano, a Defensoria Pública da União realizou 865 mil atendimentos; deste total, cerca de 50% eram demandas de idosos, como explica a defensora pública Liana Pacheco.
Defensora pública - Liana Pacheco: A terceira idade tem procurado muito a Defensoria Pública da União para analisar demandas previdenciárias, seja concessão já de um benefício de aposentadoria por idade, invalidez, pensão por morte, seja para fazer a revisão desses benefícios concedidos. E, também, na área de assistência social, que tem o BPC, o Benefício de Prestação Continuada ao idoso e ao deficiente, que eles demandam bastante. E empréstimo indevido também. Muitas vezes há um empréstimo consignado fraudulento, que eles vêm procurar a Defensoria Pública da União no sentido de suspender esse empréstimo e ver o retorno das parcelas cobradas indevidamente.

Repórter Cleide Lopes (Brasília - DF): Um relatório de uma agência ligada à Organização das Nações Unidas divulgou, nesta segunda-feira, que, nos próximos dez anos, o número de pessoas com mais de 60 anos no planeta vai aumentar em quase 200 milhões, superando a marca de 1 bilhão de pessoas. Em 2050, os idosos serão 20% da população mundial e devem chegar a 2 bilhões de pessoas. De Brasília, Cleide Lopes.

Kátia: E quem não tem condições de pagar um advogado para buscar direitos na Justiça pode procurar a Defensoria Pública da União.

Adauto: A instituição presta serviços em matérias previdenciárias, criminais, trabalhistas e várias outras.

Kátia: Todas as capitais brasileiras e algumas cidades têm uma unidade da Defensoria Pública da União. Mais informações em www.dpu.gov.br.

Adauto: E, à medida que aumenta o número de pessoas idosas no Brasil, avançam também os investimentos em benefícios assistenciais direcionados a elas e a oferta de atendimento dos equipamentos de proteção social básica e especial para aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade ou sofrem de violações de direitos.

Kátia: Hoje, mais de 1,7 milhão de pessoas acima dos 65 anos recebem, por exemplo, o Benefício de Prestação Continuada, BPC.

Adauto: Financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o BPC garante um salário mínimo por mês para pessoas com deficiência e idosos com renda familiar per capita abaixo de 1/4 do salário mínimo, que não recebam aposentadoria ou outros benefícios assistenciais, exceto os de saúde.

Kátia: Todo ano, o governo federal investe R$ 27,5 bilhões no pagamento do BPC para quase 4 milhões de brasileiros, somando idosos e pessoas com deficiência.

Adauto: Todo ano...

Kátia: Já o Programa Bolsa-Família é pago atualmente a cerca de 824.500 pessoas idosas.

“Café com a Presidenta”.

Kátia: Hoje, a presidenta Dilma informou, no programa semanal de rádio “Café com a Presidente”, que o governo federal está promovendo uma grande mobilização para reduzir o número de acidentes de trânsito.
Adauto: Atualmente, segundo a presidenta, 42 mil pessoas morreram, por ano, nas estradas e ruas do país.

Kátia: Por isso, o Brasil vai participar da Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas com o Parada, que é o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, lançado aqui no Brasil.

Presidenta Dilma Rousseff: Nós vamos fazer uma ampla campanha de conscientização, inclusive com a parceria da Federação Internacional de Automobilismo, que organiza as corridas de Fórmula 1. O nosso objetivo é incentivar os brasileiros a mudar o comportamento no trânsito. Nós temos que evitar que o motorista dirija em alta velocidade, que o motorista pegue o volante depois de beber. Sempre lembrando, também, Luciano, que todos precisam usar o cinto de segurança. Além disso, nós estamos realizando obras para melhorar as rodovias de todo o país. Com o Plano de Investimentos em Logística, vão ser investidos R$ 42 bilhões para duplicar e modernizar mais de 7.500 quilômetros de rodovias. Também, Luciano, estamos investindo quase R$ 40 bilhões para melhorar o transporte coletivo nos grandes centros urbanos do país. Precisamos ainda adaptar a legislação para punir com mais rigor quem adota comportamentos de risco no trânsito.

Adauto: A presidenta Dilma explicou, ainda, que o governo vai apoiar estados e municípios no trabalho de redução no número de acidentes no trânsito.

Kátia: E, até o final do ano, mil bafômetros vão ser distribuídos para os Detrans de todo o país.

Presidenta Dilma Rousseff: Nós vamos reforçar as campanhas de educação no trânsito e também apoiar as ações de fiscalização. Inclusive, Luciano, transferindo recursos para os estados e os municípios, quando isso for necessário. Até o final deste ano, vamos começar a distribuir 1 milhão de bafômetros para ajudar os Detrans de todo o país em suas ações de fiscalização. A parceria de todos, governo e sociedade, é fundamental para mudar a atitude dos brasileiros no trânsito.

Adauto: E a presidenta Dilma Rousseff embarca, na noite desta segunda-feira, para Lima, no Peru, onde participa da III Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul-Países Árabes (Aspa).

Kátia: É a primeira vez que Dilma participa do encontro como presidenta. E é a primeira reunião dos países desde o início dos conflitos nos países árabes. Daniela Almeida está no Peru e tem as informações.

Repórter Daniela Almeida (Lima-Peru): Amanhã, a presidenta Dilma Rousseff e os chefes de estado e de governo dos 32 países sul-americanos e árabes, que integram a Aspa, vão assinar a declaração de Lima. O documento vai traçar as metas em comum para as nações participantes da cúpula, em tópicos políticos, econômicos, culturais e ambientais. Entre os integrantes da III Cúpula da América do Sul e Países Árabes estão a Argentina, o Uruguai, a Argélia, a Líbia e o Egito. Nesta manhã, o encontro internacional começou com a reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores de cada país. Já na abertura do evento, o ministro brasileiro Antonio Patriota destacou as oportunidades de intercâmbio criadas pelo grupo, em assuntos como o combate à desertificação, turismo e a criação da biblioteca da Aspa. A soma das riquezas produzidas anualmente pelas nações sul-americanas e árabes chega a US$ 5,4 trilhões. A população total estimada é de 750 milhões de habitantes. Entre 2009 e 2011, o crescimento do comércio total entre o Brasil e os países árabes foi de quase 44%. De Lima, no Peru, Daniela Almeida.

Adauto: Sete e dezenove.

Kátia: Cem produtos vão ter o imposto de importação aumentado temporariamente, a partir de hoje. A decisão é fruto de um acordo feito entre o Brasil e os países membros do Mercosul.

Adauto: Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a medida tem o objetivo de evitar a forte entrada de produtos importados dos países do Mercosul no atual cenário da crise financeira internacional. A ideia é fortalecer as indústrias do bloco econômico.

Kátia: A elevação de alíquotas vai ter validade de até um ano, podendo ser prorrogada até o fim de 2014. As novas alíquotas dos produtos que tiveram imposto de importação aumentado vão ser de até 25%.

Adauto: A lista completa dos cem produtos que tiveram o imposto de importação aumentado foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Kátia: E quase todos os dias, Adauto, a gente divulga aqui, na Voz do Brasil, informações publicadas no Diário Oficial da União. São atos oficiais da administração pública, como leis, decretos, orçamentos, entre outras coisas que influenciam diretamente a vida das pessoas.

Adauto: Isso mesmo, Kátia. E, hoje, o Diário Oficial da União completa 150 anos de circulação no Brasil.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Há exatos 150 anos, o Diário Oficial da União é responsável pela publicação de todos os atos oficiais do governo federal. Um selo e uma placa comemorativa com a impressão da primeira edição, de 1862, lembraram aquele 1º de outubro. De lá para cá, decisões que mudaram a história, como a Consolidação das Leis Trabalhistas, a mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília e a criação do Plano Real foram publicadas nas páginas do Diário. O diretor-geral da Imprensa Nacional, Fernando Tolentino, explica que o Diário, além de dar publicidade, também dá validade às ações do governo.

Diretor-geral da Imprensa Nacional - Fernando Tolentino: Um ato público oficial, ele só tem valor a partir do momento exato em que foi publicado no Diário Oficial.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Além das páginas impressas, a história também é contada no Museu da Imprensa Nacional. Lá estão expostas as primeiras máquinas de impressão, chamadas de prelos. O historiador do Museu da Imprensa, Rubens Júnior, explica que uma delas, inclusive, foi usada por Machado de Assis, quando ele era aprendiz de tipógrafo.

Historiador do Museu da Imprensa - Rubens Júnior: Nós temos um prelo de origem inglesa de 1833, em que o escritor Joaquim Maria Machado de Assis trabalhou como aprendiz de tipógrafo, de 1856 a 1858. Ele entrou na Imprensa Nacional com apenas 17 anos, como aprendiz de tipógrafo.
Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): História que dá orgulho a Denise Guerra, funcionária da Imprensa Nacional há duas décadas.

Funcionária da Imprensa Nacional - Denise Guerra: Muito orgulho de trabalhar na Imprensa Nacional. Há 24 anos eu estou no quadro de servidores da Imprensa.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Hoje, impressoras rotativas imprimem o Diário Oficial da União. O processo é o mesmo utilizado em gráficas de grandes jornais em todo o Brasil, e a edição também está presente na internet. O endereço é portal.in.gov.br. De Brasília, Leandro Alarcon.

Kátia: Vinte e nove cidades de todo o país receberam a Caravana Social e Ambiental da Petrobras, que capacita e esclarece dúvidas de quem quer elaborar projetos sociais e ambientais.

Adauto: Hoje e amanhã, a caravana promove oficinas gratuitas e abertas ao público aqui em Brasília, na capital paulista e em São Luís do Maranhão.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): A ideia da Petrobras, com as oficinas, é democratizar o acesso ao patrocínio em projetos sociais e ambientais e dar transparência na distribuição de recursos. Serão investidos quase R$ 250 milhões em projetos que serão colocados em prática nos próximos dois anos. O gestor ambiental de Projetos da Petrobras, João Aurélio Barbosa, explica como devem ser esses projetos.

Gestor ambiental de Projetos da Petrobras - João Aurélio Barbosa: São três linhas de atuação: geração de emprego e oportunidades de trabalho, educação para a qualificação profissional e garantia dos direitos da criança e do adolescente. Para o Programa Petrobras Ambiental são três linhas também: gestão de corpos hídricos, superficiais e subterrâneos, conservação de espécies em ambientes costeiros, marinhos e de água doce, e a terceira linha é fixação de carbono e emissões evitadas.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): As oficinas da Petrobras acontecem até o final do mês, em várias cidades do país. Serão promovidas duas oficinas de graça por cidade. Quem não pode participar de maneira presencial pode fazer a caravana virtual. É só acessar o www.petrobras.com.br. Já as inscrições dos projetos para a seleção devem ser feitas pelo mesmo site, até o dia 18 de novembro, e o resultado está previsto para o primeiro semestre de 2013. De Brasília, Cleide Lopes.

Kátia: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Adauto: Lançada a campanha para diagnóstico precoce do câncer de mama.

Kátia: Programa vai permitir que contribuintes possam corrigir erros nas declarações feitas à Receita Federal.

Adauto: Mais de 2,5 milhões de idosos no Brasil recebem recursos do Programa de Transferência de Renda do governo federal.

Kátia: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de Jornalismo da EBC serviço.

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