Document Actions

A Voz do Brasil - 23/04/2013

A VOZ DO BRASIL - 23.04.2013

Apresentador Luciano Seixas: Sete da noite, em Brasília.

Apresentadora Kátia Sartório: Anunciadas medidas de estímulo à produção de álcool e açúcar.

Luciano: Começa, no mês que vem, operação nas fronteiras para aumentar a segurança na Copa das Confederações.

Kátia: E, no ano que vem, ônibus escolares só vão poder circular com retrovisores na frente e atrás do veículo.

Luciano: Terça-feira, 23 de abril de 2013.

Kátia: Está no ar, a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite. Aqui no estúdio da Voz do Brasil, na EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: Olá, boa noite. Estamos também, ao vivo, em vídeo, pela internet.

Luciano: Acesse agora em www.ebcservicos.com.br/avozdobrasil.

Kátia: A partir de 1º de maio, a gasolina vai ter um percentual maior de etanol.

Luciano: A medida, anunciada nesta terça-feira, quer incentivar a produção do setor de etanol e açúcar no país.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Atualmente, o percentual de etanol na gasolina é de 20%, e, a partir de 1º de maio, sobe para 25 %. O governo também fez uma compensação de impostos. Na prática, isso significa que os produtores de etanol vão ter a cobrança de PIS e COFINS zerada. O objetivo, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é incentivar o setor de álcool e açúcar a fazer mais investimentos.

Ministro da Fazenda - Guido Mantega: O setor precisa expandir muito a sua produção, e ele só o fará se ele obtiver condições rentáveis, condições de competição para continuar ampliando a área plantada, pagar os custos e tudo mais.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): O setor de etanol também se beneficiou com a redução dos juros do ProRenova, que é o Programa de Apoio à Renovação e Implementação de Novos Canaviais. A linha de financiamento do BNDES, que conta com recursos de R$ 4 bilhões, baixou os juros que antes eram de 9,5 para 5,5% ao ano. Também foram alteradas as condições para a estocagem do etanol, são R$ 2 bilhões para financiar o armazenamento do produto. Os juros também diminuíram em 1% e passaram para 7,7%. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as medidas não garantem queda no preço na bomba de combustível. Segundo ele, isso depende do mercado.

Ministro da Fazenda - Guido Mantega: O aumento da mistura vai reduzir o preço da gasolina. Em relação à redução do preço do etanol, o objetivo principal dessa redução é viabilizar condições para que o setor faça mais investimentos, então não quer dizer, necessariamente, que o setor vai repassar para o preço. Ele deverá repassar uma parte para o preço, dependendo das condições, mas o objetivo é que ele tenha margem maior para poder ampliar a produção, que é o que nos interessa.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Segundo a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Elizabeth Farina, as medidas foram bem recebidas pelo setor.

Pres. da União da Indústria de Cana-de-Açúcar - Elizabeth Farina: É uma avaliação positiva. A gente acha, de fato, que é o caminho a seguir, e, sem dúvida, o caminho a seguir é continuar em uma interlocução permanente.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): De acordo com o Ministério da Fazenda, hoje, o Brasil ocupa a vice-liderança na produção de etanol no mundo, só fica atrás dos Estados Unidos. A presidenta Dilma Rousseff avalia que a produção do combustível é importante para a economia brasileira.

Presidenta Dilma Rousseff: O etanol, para o Brasil, ele tem um significado muito grande, primeiro, por ser renovável; segundo, por ser, vamos dizer, amigável do ponto de vista da emissão; e, terceiro, da economia. Ele não... A formação do etanol está ligado a dois mercados distintos. O que nós queremos com os 25% é reconhecer que, esse ano, a produção de etanol foi uma produção maior e, portanto, de 20, nós podemos ir para 25%, porque esse é um mecanismo também muito tranquilo de regulação, quando aumenta a produção, você consome mais, quando reduz, você reduz.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Outra medida anunciada beneficia o setor da indústria química. A alíquota de PIS e COFINS, que hoje é de 5,6% para o setor, a partir de 1º de maio, será de 1%. Com a desoneração, o governo vai deixar de arrecadar R$ 970 milhões em impostos. De Brasília, Leandro Alarcon.

Kátia: Luciano, você lembra das vuvuzelas, que faziam aquele barulho todo nas partidas da Copa do Mundo da África do Sul em 2010?

Luciano: Todo mundo lembra, não é, Kátia, elas faziam muito mesmo barulho, mas, aqui no Brasil, a torcida vai contar com um instrumento diferente e genuinamente brasileiro, a caxirola.

Kátia: É uma obra de arte formada por caxirolas que faz parte da uma mostra aberta, hoje, aqui em Brasília, pelo inventor do instrumento, o músico Carlinhos Brown.

Luciano: A exposição está no Palácio do Planalto, e a presidenta Dilma Rousseff participou da abertura. Cleide Lopes tem as informações.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): A mostra chamada O Olhar que Ouve é composta por 19 telas, além de inédita obra formada por caxirolas, instrumentos musicais que vão ser usados pela torcida na Copa de 2014. O músico baiano Carlinhos Brown, criador das caxirolas, fez uma demonstração com instrumentos, tocando o Hino Nacional, acompanhado pela presidenta Dilma Rousseff e pela ministra da Cultura, Marta Suplicy. A presidenta disse que a caxirola combina imagem e sons que vão nos dar sorte na busca de gols na Copa do Mundo.

Músico - Carlinhos Brown: O mais importante é que a gente se manifeste com amor e brinque e saiba aproveitar esse momento especial do Brasil. Isso aqui junta as nossas vozes, porque, afinal, é uma das vozes da natureza é um instrumento de paz.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): Carlinhos Brown dedicou a exposição a Brasília, que completou 53 anos no último domingo. O artista disse que as telas o remetem ao trabalho do pai, que era pintor de casas, e também explicou que a caxirola é um instrumento sustentável e genuinamente brasileiro, que vai despertar a criança que todos têm dentro de si.

Presidenta Dilma Rousseff: Além do olhar que ouve, da imagem que canta, nós temos a imagem e o olhar que nos levam, com a caxirola, a comemorar o gol, a comemorar os nossos atletas, enfim, é essa capacidade de unir esporte, música e artes plásticas que nós, hoje, aqui, estamos abrindo essa exposição com Carlinhos Brown. Para o governo federal, é um grande orgulho.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): A exposição de Carlinhos Brown está aberta ao público, no Palácio do Planalto, em horário comercial, até o dia 26 de maio. De Brasília, Cleide Lopes.

Kátia: Quer ver as obras do músico Carlinhos Brown que estão expostas no Palácio do Planalto e fazem parte da amostra O Olhar que Ouve?

Luciano: Acesse agora o nosso Twitter, que vamos postar um link onde você pode ver algumas delas: twitter.com/avozdobrasil.

Kátia: E ainda na abertura da exposição, a presidenta Dilma Rousseff afirmou o compromisso do governo no controle da inflação.

Presidenta Dilma Rousseff: O Brasil não negocia com a inflação, não flerta com a inflação, que nós temos um histórico de combate à inflação e de controle da inflação.

Luciano: Dilma também citou o Programa Minha Casa, Minha Vida, que agora entrega as moradias com o revestimento dos pisos.

Kátia: A presidenta afirmou que o governo federal fiscaliza e exige a qualidade das construções.

Presidenta Dilma Rousseff: Em um montante de 2,4 milhões novos, você vai ter um problema aqui e outro ali, a arte é estar atento, monitorando e obrigando a refazer, não aceitando quando entregarem errado, fiscalizando.

Luciano: E é para garantir a qualidade das moradias entregues pelo Minha Casa, Minha Vida, que a Caixa Econômica Federal e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção firmaram acordo de cooperação.

Kátia: A ideia é aprimorar o relacionamento entre as construtoras e os beneficiários e garantir a manutenção das moradias.

Luciano: O acordo faz parte das ações da estratégia Caixa - de olho na qualidade do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Kátia: Também hoje, a presidenta Dilma disse que há muitos pessimistas torcendo contra o país e citou como exemplo as notícias sobre ameaça de racionamento de energia.

Presidenta Dilma Rousseff: É uma absoluta irresponsabilidade e absoluto pessimismo e joga contra os interesses do país dizer que vai haver racionamento quando não vai. Eu estou há mais de 20 anos nesse setor elétrico; hoje, eu não estou acompanhando ele diretamente, mas qualquer um que esteve nesse setor sabe que esse ano de 2013 foi o ano nos últimos, pelo menos até onde eu lembro, desde 1999, onde mais entrou geração hidroelétrica e térmica.

Luciano: E a presidenta Dilma Rousseff anunciou, hoje, a realização de uma grande operação militar, que vai cobrir toda a fronteira terrestre do país no mês que vem.

Kátia: O objetivo da ação é coibir crimes e dar mais segurança para a Copa das Confederações, que vai de 15 a 30 de junho desse ano.

Luciano: Essa vai ser a sétima edição da Operação Ágata, e a diferença, dessa vez, é que a fiscalização será feita em todos os 16 mil quilômetros da fronteira brasileira.

Kátia: A presidenta explicou que as Forças Armadas e as polícias federais e estaduais têm trabalhado em conjunto no combate ao tráfico de drogas nas fronteiras.

Luciano: O trabalho já resultou na desarticulação de 65 organizações criminosas e na apreensão de 360 toneladas de drogas.

Kátia: O anúncio foi feito na coluna Conversa com a Presidenta de hoje. Quem perguntou sobre o assunto a Dilma Rousseff foi Francisco Oliveira, funcionário público de Riacho Fundo, aqui no Distrito Federal.

Luciano: Já a estudante de Vitória, no Espírito Santo, Luciana Justino, quis saber da presidenta Dilma em quantos municípios brasileiros existe a Farmácia Popular.

Kátia: A presidenta disse que o programa está presente em 3.779 cidades. Atualmente, 14 medicamentos são oferecidos de graça à população e outros 11 são vendidos com até 90% de desconto.

Luciano: Dilma Rousseff também falou sobre a seca no Nordeste. Em resposta a Magno Cerqueira, que cria cabras em Jerumenha, no Piauí, a presidenta disse que encomendou à equipe do governo um programa para apoiar a formação de estoques de alimentação animal na região para os períodos de estiagem.

Kátia: A coluna Conversa com a Presidenta é publicada toda a semana em vários jornais do país e também no blog do Planalto, em blog.planalto.gov.br.

Luciano: Quer mandar perguntas para a presidenta Dilma? Envie e-mail para regional.imprensa@presidencia.gov.br.

Kátia: E vamos agora, ao vivo, ao Palácio do Planalto, onde está o repórter Paulo La Salvia, que tem mais informações. Boa noite, Paulo.

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Kátia. A presidenta Dilma Rousseff está saindo, nesse momento, aqui do Palácio do Planalto para o Segundo Encontro Nacional de Prefeitos, que tem como tema principal o desenvolvimento sustentável. O encontro cometa hoje e vai até sexta-feira, aqui em Brasília. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, que é como destinar o lixo produzido nas cidades, vai ser discutido pelos gestores municipais. A organização é da Frente Nacional de Prefeitos, que ainda vai apresentar reivindicações como, por exemplo, a retirada dos impostos sobre o transporte público é a redução das dívidas dos municípios com o governo federal. Kátia.

Kátia: Obrigada, Paulo La Salvia, pelas informações, ao vivo, na Voz do Brasil.

Luciano: Sete e doze.

Kátia: Com um olhar voltado para a segurança das crianças, Luciano, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, os veículos escolares só vão poder circular com retrovisores para a visão indireta dianteira e traseira.

Luciano: Pois é, Kátia. A medida é para evitar o atropelamento de crianças e, por isso, além dos retrovisores habituais, esses veículos deverão também ter visão na frente e atrás.

Kátia: Em alguns carros, isso já existe, é uma telinha que fica no painel do carro e, quando o motorista engata a ré, a imagem do que está atrás do veículo é mostrada na tela.

Luciano: Outra forma de ter uma visão mais ampla do que acontece ao redor do carro é colocar retrovisores na frente e atrás do veículo.

Kátia: As novas regras foram estipuladas hoje pelo Conselho Nacional de Trânsito, o Contran.

Luciano: O não cumprimento, a partir do ano que vem, vai ser considerado infração grave, o motorista vai ter que pagar multa e o veículo será retido para regularização.

Kátia: O abrigo na cidade de Brasiléia, no Acre, onde estão haitianos e africanos que entraram irregularmente aqui no Brasil está sendo reformado.

Luciano: O espaço foi ampliado, teve colchões trocados e banheiros divididos para homens e mulheres.

Kátia: Essa é uma das ações que o governo federal está fazendo na região para ajudar os imigrantes.

Luciano: Assunto da entrevista que a jornalista Thaísa Dias fez, hoje, com o secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça, Paulo Abrão.

Repórter Thaísa Dias: Dos imigrantes que entraram no país pela cidade de Brasiléia, secretário, quantos ainda estão lá?

Sec. Nacional de Justiça do Ministério da Justiça - Paulo Abrão: Nesse instante, nós devemos ter em torno de 800 imigrantes lá naquela região e quase 500 deles já se dispersaram, ou por recrutamento ‘in loco’, promovido por empresários que lá estiveram, ou por evasão autônoma mesmo, alguns haitianos já tinham parentes ou amigos dentro do território brasileiro e já tinham esse destino dirigido, e, portanto, por táxi, via rodoviária e aeroporto de Rio Branco e Porto Velho, eles já se deslocaram pelo país, devidamente documentados, com a Carteira de Trabalho em mãos.

Repórter Thaísa Dias: E que ações foram desenvolvidas lá em Brasiléia, secretário, em relação a essas pessoas que entraram no país de forma irregular?

Sec. Nacional de Justiça do Ministério da Justiça - Paulo Abrão: Nós trabalhamos em três frentes de trabalho, uma primeira visando a regularização e emissão de documentação para todos. Nós chegamos a cadastrar um total de um pouco mais de 1.400 imigrantes que lá estavam. Todos eles receberam o seu protocolo de refúgio, que significa transformação em situação regular no território brasileiro, emitiram seus CPFs e também as suas Carteiras de Trabalho. A segunda frente de trabalho envolveu apoio social, de saúde e assistência humanitária. No campo da saúde, foram quase 2.500 doses de vacinas aplicadas, envolvendo febre amarela, hepatite, antitetânica e difteria, mais de 350 exames voluntários de DSTs realizados, e, do mesmo modo, nós mantivemos duas equipes médicas que ainda permanecem em Brasiléia fazendo atendimento de tratamento individualizado e quaisquer outras necessidades dos haitianos, com distribuição de medicamentos, inclusive. Também foi criada uma central de empregos que hoje está canalizando todas as demandas e proposições que empresas têm feito de oferta de trabalho, e, do mesmo modo, promovendo a seleção, o cadastramento de todos eles na nossa base do Sistema Nacional de Emprego, e, com isso, independentemente de onde eles estiverem no Brasil, eles poderão acionar o SINE e lá estarão cadastrados para ter algum tipo de alocação profissional.

Repórter Thaísa Dias: Secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, obrigada pela entrevista à Voz do Brasil.

Sec. Nacional de Justiça do Ministério da Justiça - Paulo Abrão: Sou eu que agradeço. Muito obrigado.

Kátia: Muita gente ainda tem dúvida sobre o que mudou com a emenda constitucional que estende os direitos trabalhistas dos empregados domésticos aos dos trabalhadores formais.

Luciano: Para tirar dúvidas de trabalhadores e patrões, o Ministério do Trabalho e Emprego lançou hoje uma cartilha sobre o tema.

Kátia: A cartilha vai ser distribuída em órgãos que têm relação com o ministério e também está disponível em: www.trabalho.gov.br. Isabela Azevedo tem as informações.

Repórter Isabela Azevedo (Brasília-DF): A cartilha traz 29 perguntas e respostas sobre os novos direitos da categoria. O texto explica, por exemplo, questões sobre contrato, jornada de trabalho e hora extra. A cartilha ainda diferencia os novos direitos que já estão em vigor dos que ainda precisam de regulamentação. Como a mudança na Constituição, os trabalhadores domésticos já têm direito, por exemplo, a salário mínimo, trabalho nunca superior a oito horas diárias e 48 horas semanais, além de aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. Entre as alterações que ainda precisam ser regulamentadas, estão o Seguro-Desemprego e a obrigatoriedade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, explica como será feita a distribuição da cartilha.

Ministro do Trabalho - Manoel Dias: A distribuição será feita através das nossas superintendências regionais, as nossas agências, sindicatos. Toda a forma, todo o órgão, toda a entidade que tem relação com o Ministério do Trabalho, nós vamos distribuir.

Repórter Isabela Azevedo (Brasília-DF): Durante a reunião, a presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, Creuza Oliveira, combateu as críticas aos novos direitos concedidos à categoria. Na opinião dela, as mudanças na Constituição não vão gerar demissões de trabalhadores domésticos.

Pres. Fed. Nacional das Trabalhadoras Domésticas - Creuza Oliveira: A primeira lei, em 72, não houve desemprego, a categoria cresceu; em 88, na Constituição de 88, a categoria continuou crescendo. Quando as mulheres conseguiram a licença gestante, também diziam que as mulheres não seriam mais contratadas e as mulheres continuam sendo contratadas. Não é diferente com as trabalhadoras domésticas esses rumores.

Repórter Isabela Azevedo (Brasília-DF): Até sexta-feira, o Ministério do Trabalho deve enviar as propostas de regulamentação da emenda constitucional sobre os novos direitos dos trabalhadores domésticos a uma comissão interministerial, coordenada pela Casa Civil. Em seguida, o texto deve ser analisado pela presidenta Dilma Rousseff. O ministro Manoel Dias adiantou que o ministério vai propor que a indenização paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa seja o mesmo devido aos demais trabalhadores, ou seja, 40% sobre FGTS. De Brasília, Isabela Azevedo.

Kátia: Sete e dezenove.

Luciano: Dez trabalhos de autoria de mulheres negras foram premiados, hoje, aqui em Brasília.

Kátia: O prêmio Mulheres Negras Contam Sua História é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Dez mulheres receberam, hoje, o prêmio Mulheres Negras Contam Sua História. A gaúcha Glória Maria Gomes Sebaje foi uma delas, ganhou R$ 5 mil com a redação que contou a história do bullying e a criança negra na escola pública.

Glória Maria Gomes Sebaje: A gente sempre escutava relatos das mães que tinham filhos negros que eram discriminados nas escolas, que iam para casa com aquelas tristezas, não falavam, às vezes, não queriam retornar à escola, e justamente por isso, por sofrerem bullying há muito tempo.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Na categoria ensaios, mais uma vencedora, a paulista Patrícia Santa Rosa. Ela escreveu sobre o sonho e o direito da mulher negra na universidade pública e levou o prêmio de R$ 10 mil.

Patrícia Santa Rosa: Fiz um texto onde eu procurei mostrar as dificuldades que uma garota pobre, nascida em periferia, mais especificamente em favela, em São Paulo, durante todo o ensino público e principalmente quando você chega na fase pré-vestibular, antes de entrar em uma universidade.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Ao todo, foram inscritos 520 trabalhos. O prêmio Mulheres Negras Contam Sua História teve o objetivo de estimular a inclusão social das mulheres negras por meio da reflexão do que ocorre no dia a dia delas. Para a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, o prêmio é mais uma conquista das mulheres.

Ministra Eleonora Menicucci: Deu visibilidade às mulheres negras, deu visibilidade à participação delas fundamental e o protagonismo na história do nosso país, e nós tivemos histórias desde a vida privada até a vida pública delas.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Na solenidade, houve também menção honrosa a dois textos apresentados, e um livro com as histórias vencedoras vai ser publicado no segundo semestre desse ano pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. De Brasília, Mara Kenupp.

Luciano: O Brasil já se prepara para receber eventos de grande porte, como a Copa do Mundo e Olimpíadas, por exemplo.

Kátia: Pois é, Luciano. E de olho no mercado do turismo internacional, hoje, em São Paulo, foi a abertura da primeira edição de uma das principais feiras de turismo do mundo.

Luciano: A feira WTM sai de Londres, na Inglaterra, e vem para o Brasil, onde fica até o dia 25 para que profissionais de turismo possam se atualizar, adquirir conhecimentos e trocar experiências sobre novidades e tendências do mercado.

Kátia: O repórter Leonardo Meira foi conhecer a feira e traz as informações.

Repórter Leonardo Meira (São Paulo-SP): A freira destaca a importância cada vez maior da América Latina no mercado global de turismo. O Brasil é o único país da região que está na lista das dez nações consideradas como principais destinos turísticos do mundo, já ocupa o sétimo lugar, e a ideia é que os grandes eventos que se aproximam atraíam cada vez mais visitantes para o país, conforme destacou o ministro do Turismo, Gastão Vieira, na abertura da feira.

Ministro do Turismo - Gastão Vieira: O governo brasileiro vai apresentar ao mundo um jovem país que vence desafios, que tem a economia sob controle, que incorporou 46 milhões de brasileiros ao mercado de consumo, e esses brasileiros começam a consumir turismo, os números mostram claramente isso. Vamos sediar, já o fizemos com a Rio+20, sem nenhum tipo de problema, vamos sediar agora a Copa das Confederações, estamos entregando as arenas, tudo está transcorrendo muito bem. Temos o evento da vinda do Papa, a primeira vez que o Papa sai, depois de Papa, para um país estrangeiro, e estamos lutando para fazer de São Paulo a sede da Exposição 2020, que fecharia esse ciclo de grandes eventos que o Brasil está sediando.

Repórter Leonardo Meira (São Paulo-SP): O ministro cita também o aumento no número de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil em 2012, um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior, chegando a mais de 5,6 milhões de pessoas. Já o faturamento das operadoras de turismo cresceu 8,4% em relação a 2011. De 2003 até agora, o Ministério do Turismo registra investimentos de mais de R$ 11 bilhões em obras de melhoraria da infraestrutura do setor de turismo no Brasil. O turismo de negócios e eventos é o que apresenta uma das maiores perspectivas de crescimento para o setor. Só no ano passado, o Brasil sediou 350 eventos internacionais, um salto de 15% em relação a 2011. A lista de cidades que receberam esses encontros aumentou de 48 para 57. Cinco cidades são responsáveis por 75% dos estrangeiros que visitam o país: São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Florianópolis e Salvador. A feira é um verdadeiro quebra-cabeça de línguas, tradições e culturas. A primeira edição do evento possui mais de mil estandes com novidades e tendências, além de troca de conhecimento e experiências no setor. A feira segue até o próximo dia 25. Informações em www.wtmlatinamerica.com. De São Paulo, Leonardo Meira.

Luciano: Você ouviu, hoje, na Voz do Brasil.

Kátia: Anunciadas medidas de estímulo à produção de álcool e açúcar.

Luciano: Começa, no mês que vem, operação nas fronteiras para aumentar a segurança na Copa das Confederações.

Kátia: No ano que vem, ônibus escolares só vão poder circular com retrovisores na frente e atrás do veículo.

Luciano: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Kátia: Siga a Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Nós voltamos amanhã. Uma boa noite.

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e até amanhã.